Hugo de Almeida Pinho

Starting from a journey through the works developed in recent years, Hugo de Almeida Pinho will focus in his presentation on the most recent investigations developed through artistic residencies, cycle of studies, and international exhibitions. This artistic research of speculative proposals has been characterized by formal diversity and interdisciplinary intersection. Condemning a form of heliocentrism that develops procedures of marginality, appropriation and energy neocolonialism, his most recent project reflects on certain social and ecological issues linked to policies of visibility and invisibility of solar capitalism, and their different implications and critical realities. 

Ricardo Basbaum (Workshop)

Você gostaria de participar de uma experiência artística? É um projeto em andamento desde 1994, “uma investigação acerca do envolvimento do outro como participante em um conjunto de protocolos indicativos dos efeitos, condições e possibilidades da arte contemporânea”. Estão ali em jogo questões participativas e comunicacionais, assim como sensoriais e conceituais. Neste workshop, será apresentada uma visão geral do projeto, a partir de imagens, vídeos e outros materiais, incluindo uma visão detalhada do diagrama de Você gostaria…?, onde estão inscritas suas principais questões conceituais, alguns dados numéricos e indicadas suas 5 fases, de 1994 até ao momento…

Ricardo Basbaum

Desenvolvo o projeto NBP desde o início dos anos 1990, procurando trabalhar questões em torno do conflito entre as dimensões imaterial (em suas vertentes conceitualistas) e material (portadora de intensidades sensoriais) das práticas artísticas contemporâneas, compreendendo seu impacto na economia dos processos de produção, recepção, circulação, distribuição e fruição da obra de arte, assim como sua dimensão comunicacional. Nesta apresentação, irei comentar momentos de presença do campo sônico em NBP, indicando regiões de contato com a indústria cultural, até trabalhos recentes, em que elementos discursivos são vocalizados e construídos como camadas de sonoridade…

Ines Schaber

In her talk, Ines Schaber will focus on a work that she conducted together with the artist Stefan Pente from 2009-11. unnamed series features a succession of artworks pro­voked by photographs that art historian Aby Warburg had taken as part of his travels to the Hopi Indians in 1898. Warburg noted that the images should never be published, but in the 1990s, the Warburg Institute in London made the images available as part of a glossy hardcover book. The art work and an accompanying text circulate around a series of aspects that the encounter between Warburg and the Hopis evokes.

Gwendoline Robin

Gwendoline Robin is a Belgian visual and performance artist. She lives and works in Brussels.

Gwendoline Robin’s work revolves around installation, performance and video. Fire and explosives, glass, earth, water and stones are all elements she confronts in ephemeral actions that seem to densify time and space.

Schirin Kretschmann

Schirin Kretschmann’s work oscillates between painting as installation art and its liminal convergences with process-based practices. Her artistic work is situational and processual in that it takes an artistic gesture as a point of departure and initiates developments or fluctuating processes, in which the viewers themselves usually play an active role and perception is understood to be a multifaceted, synaesthetic, constantly changing and thus unfinished process. The intervention of a material in a specific exhibition context is always a direct reaction to the conditions of the respective context and its material components.

Andreas Broeckmann

Exhibition as Research. The case of “Les Immatériaux” (Paris, 1985).
Andreas Broeckmann is an art historian and curator who lives in Berlin. He is currently engaged in a research project about the exhibition „Les Immateriaux“ (Paris, 1985) at Leuphana University Lüneburg (2021-2024). He teaches at the Academy of Fine Arts, Leipzig, and is a tutor in the PhD program of the Art Academy in Malmö. He lectures internationally about the history of modern and contemporary art, media theory, and digital culture. He is the author of „Machine Art in the Twentieth Century“ (MIT-Press, 2016), and of „The Making of Les Immatériaux“ (forthcoming, 2025).

Federico L. Silvestre

O devir artístico contemporâneo é tão transbordante que todas as categorias herdadas se tornaram demasiado pequenas para o assimilar. Por um lado, essa ideia de arte revela-se uma noção demasiado larga que se liga tanto ao design como à técnica e à infinidade de actividades humanas que engloba, ou seja, não só com o que se trabalha desde a História da Arte, mas também com o que é estudado na História da Técnica e na Antropologia Cultural. Mas, por outro lado, é hoje um conceito demasiado localizado e restritivo, algo que, em teoria, só é feito por alguns humanos em relação com os museus e galerias, e sempre a partir das escolas e academias de arte. Retirar a ideia de criação dos museus e do frágil ecossistema das Belas-Artes não só ajuda a questionar este ponto de partida, como também nos permite delinear uma ciência das operações genéticas mais alargada mas melhor delimitada.

Filipa César

Serão exibidos dois filmes — SUNSTONE (2018) e MANGROVE SCHOOL (2022), seguidos de uma conversa com a artista e com Miguel Leal.
Filipa César é artista e realizadora. Interessa-se pelos aspectos ficcionais do documentário, nas fronteiras porosas entre o cinema e a sua recepção e pelas políticas e poéticas inerentes da imagem em movimento. Desde 2011, investiga o cinema militante dos Movimentos de Libertação Africana na Guiné Bissau como um laboratório de potencial resistência às epistemologias colonias atuais.