Jorge Antonio Fernández

De La Bienal de La Habana al Museo Nacional de Bellas Artes . Estrategias curatoriales
En esta presentación abordaré mi experiencia curatorial en cada institución.  Quiero comentar mi labor como curador principal en tres bienales de La Habana , haciendo referencia a la plataforma conceptual que caraterizó a estos eventos: la interdisplinariedad y su conexión con el contexto social desde la micropolíticas y las microcomunidades . Me interesa contrastar este tipo procesos con el trabajo que he desarrollado en el museo .La estrategia curatorial en esta institución se ha enfocado en cuestionar el sentido de una museografía en forma de pinacoteca ,  se ha apostado por transversalizar discursos a partir de ejes temáticos que buscan el modo de crearle un contexto a las obras.
A partir de estos elementos pensamos en un planteamiento curatorial que reflexiona sobre el papel del coleccionismo y del arte en la narración de un proyecto de país.

Joana da Conceição

Nesta conversa vamos avançar pelo espaço entre as coisas, pelos interstícios carregados de vida, prestando atenção ao que não se vê. Iremos concentrar a nossa atenção nos processos em vez de nos objectos, questionar os marcadores que distinguem as coisas umas das outras. Considerar pontos de observação que permitam encontrar continuidade entre os seres, entre o mundo humano e não-humano, com o propósito de desmontar a excepcionalidade humana que herdamos e perpetuamos. Um vislumbre das estratégias da artista através de uma narrativa por algumas das suas obras e por conceitos chave a elas associados.

A Aula será seguida de Seguida de activação sonora da peça montada no Pavilhão de Exposições da FBAUP, no âmbito da exposição ECO: ONDA SONORA

Julia Oschatz

Julia Oschatz’s work combines drawing, video, painting, sculpture, stage design, performance, sound and text to create complex installations. These stage-like situations for short video loops and drawing series address the ambivalence between the dependence of the individual on the body and the environment, as well as the supposed freedom of decision and action. 
A central aspect of her work are machines and masks for the video performances made out of cardboard, which in the automatism of constant repetition hinder habits and processes and humorously question the skills of human beings.

Omar Barquet

In this talk, Omar will approach his experience as a Caribbean and Mexican artist, and share about his interdisciplinary practice, as showcased through his project titled Ghost Variations. This project stems from the visual arts, but is also inspired by other disciplines, such as poetry, sound and landscaping.
His approach is ingrained in his Caribbean upbringing, the antique world, and its points of contact with the European Romantic tradition, mainly through the exploration of the storm and its transforming effect.

Sérgio Basbaum

Advinda da tradição da chamada “Visual-Music”, bem como dos trabalhos sobre som e cor do compositor brasileiro Jorge Antunes, a Cromossonia é uma “linguagem possível”, baseada na articulação espaço-temporal da partícula de som e cor batizada Cromossom. Tais conceitos se desdobram no projeto do domo interativo Cromossonium. O encontro vai discutir os fundamentos destes conceitos, sua vinculação à Música Visual e às estéticas sinestésicas, e o processo de pesquisa que parte de um Cromossom imaginário rumo à especificação dos critérios para um Cromossom tangível – por meio da hipótese da implementação de uma rede-neural artificial. Finalmente,  apresenta-se o resultado parcial do processo: um modelo inicial de rede-neural que produz um Cromossom primitivo, a partir do qual se poderá buscar a complexidade almejada na hipótese inicial.

Flávia Vieira

Flávia Vieira partilhará os desdobramentos da sua pesquisa artística em torno da cor obtida de pigmentos naturais, explorando os seus cruzamentos entre cor, natureza, território, cultura e memória. A partir da prática de diásporas botânicas, a artista propõe um diálogo entre materialidade e história e entre extração e criação, revelando camadas coloniais inscritas nas matérias cromáticas. Esta investigação coloca em evidência como a cor, para além da sua dimensão sensível e estética, está enredada em processos de deslocamento, apropriação e resistência, sendo simultaneamente testemunho material e arquivo vivo de relações históricas, ecológicas e culturais.

Anselm Jappe

O betão armado é, desde há muito, um símbolo da modernidade. Barato, fácil de utilizar, higiénico, adequado para edifícios de qualquer dimensão. Parece satisfazer todas as necessidades: para sustentar a mania de grandeza dos poderosos, mas também para construir numerosas habitações sociais ou de “auto-construção”. No entanto, há já algum tempo que são criticados os seus numerosos defeitos, desde os impactos sobre a saúde até às suas fracas qualidades térmicas, à sua rápida obsolescência, às emissões de CO2, à extração de areia, às grandes quantidades de detritos, ao elevado consumo de solos, etc. Os edifícios de betão são muitas vezes considerados esteticamente feios e social e psicologicamente alienantes. Mas qual poderia ser a alternativa? Poderá ser a arquitetura “vernacular”, em que habitações com mil tradições são construídas com materiais locais e por artesãos locais, duráveis e com excelente desempenho térmico?

Steven Jacobs

Belgian artist Marcel Broodthaers (1924-1976) is rarely seen as a filmmaker although he was a prolific one with a filmography containing at least 50 titles. Furthermore, his entire (non-filmic) oeuvre and his writings include many references to cinema, its (pre-)history, technology, and paraphernalia. Often presented as the ultimate artist of the “post-medium condition,” constantly merging artistic media, technologies, and methods of display, Broodthaers strikingly made several films dealing with still images such as inscriptions, newspaper clippings, postcards, maps, drawings, prints, and paintings.

Focusing on La Clef de l’horloge (1957-58) and A Voyage on the North Sea (1973-74), this lecture deals with Broodthaers’s cinematic exploration of paintings…

Cihan Çakmak

Cihan Çakmak will focus on photography and moved image as a tool of self-reflection and self-empowerment. 
In this context, connected to questions of heritage, origin, transgenerational trauma and fragments of the own biography, she negotiates the past and the future at the same time. She will show her works “not me not you“2024-2025 ongoing, “Where I left you” 2023, “When we leave“ 2018-2025 ongoing. These works contextualize photography as a tool to show the inner conflicts and states by using the subject of self-portraits and essayistic, auto-fictional story telling.
These issues always follow the question of identity: Who are we? Who do we want to be? How do we want to shape our relationships in context of reconnecting after trauma?

Sofia Borges

Aula aberta com a artista brasileira Sofia Borges, baseada em Nova Iorque, desta vez em colaboração com a Ciclo – Bienal de Fotografia do Porto, no contexto da residência que resultou na exposição A New Rhapsody, apresentada no Pavilhão de Exposições da FBAUP.